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O poder de diferenciação do ser humano é seu pensamento

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Essa semana queria começar essa nossa conversa te propondo um questionamento: será que realmente sabemos o que significa possuir um pensamento crítico?

Recentemente terminamos um programa de desenvolvimento em uma empresa aqui da região. Durante o programa, nos módulos a respeito do desenvolvimento da liderança criativa, o Joe foi questionado por um aluno a respeito de como começar a desenvolver o seu pensamento crítico, porque ele havia tido uma baixa pontuação nesse aspecto no assessment que havia feito em outra ocasião.

O Joe aproveitou o momento para responder a pergunta do aluno com uma pergunta para os 30 profissionais que estavam ali presentes: como eles desenvolveriam o seus pensamentos críticos?

Eu entendo onde ele quis chegar com o questionamento aberto, desenvolver o pensamento crítico a partir do próprio pensamento crítico. Mas essa semana me peguei pensando sobre esse momento, se essa foi a melhor alternativa.

Pensamento crítico é uma das habilidades essenciais para o profissional protagonista e para o profissional do futuro, segundo a World Economic Forum. Mas além disso, ela também é uma habilidade que não é inata do ser humano.

Essas são as 10 skills essenciais para os profissionais até 2025, segundo o World Economic Forum. Mas você já deve saber disso.

Pode parecer um pensamento contrário ao senso comum, mas a habilidade inata do ser humano é o pensamento. Nós nascemos com ele e, ao contrário de hábitos, mesmo que nos esforcemos ao máximo, não conseguimos nos livrar.

Porém é possível que adaptemos nossos pensamentos para nosso próprio benefício.

“Cabeça vazia, oficina do Diabo”. Até mesmo esse antigo ditado dos nossos avós nos convida a pensar criticamente.

Pensar criticamente é o resultado da energia disposta na reflexão. Quanto mais refletimos sobre determinados assuntos, mais nos sentimos preparados para pensarmos criticamente a respeito dele.

O “crítico”, nesse caso, está vinculado ao julgamento, mas pelo lado positivo da palavra, de julgar a razão de determinado fato ou acontecimento. Assim como o “criticar” possui o seu lado positivo de “crítica construtiva”, o “julgar” também deve começar a ter o seu “julgamento construtivo”.

Por onde começar a construir o “julgamento construtivo”

Julgar algo como sendo bom ou ruim parte muito das nossas perspectivas a respeito daquilo que está sendo analisado. Por exemplo: se um comportamento está sendo negativo para nosso desempenho profissional, julgamos ele como ruim para alcançar nossos objetivos. Mas da onde surge esse entendimento?

Talvez você tenha ficado receoso em responder essa pergunta, mas somente porque é um julgamento que habita o senso comum. Se algo não te ajuda a alcançar determinado objetivo, ele é ruim para você.

Ponto.

Mas digamos que esse comportamento em questão seja dormir tarde.

Se você trabalha em uma empresa de dia e sonha em ter o seu próprio negócio, geralmente o horário pós expendiente é o único que você tem para desenvolver essa sua ideia.

Gary Vee ensina as pessoas como aproveitar ao máximo os momentos “ociosos” para buscar os resultados esperados. Algumas pessoas podem dizer que os métodos dele não são saudáveis, mas porque elas não se encaixam no seu contexto.

Nesse caso, dormir tarde, o comportamento que é tido como ruim pelo senso comum daqueles que acordam cedo para estarem dispostos em suas carreiras organizacionais, é bom para você.

Essa dicotomia só existe porque temos a capacidade de analisar dados, observar fatos e entender situações a partir de um lugar acima do que está acontecendo naquele momento, levando em consideração nosso contexto, nossas experiências e nossas reflexões diárias.

As organizações estão preparadas para o pensamento crítico?

E assim, com esse questionamento, chego em um momento complicado da minha reflexão, porque ele exige que eu julgue um contexto a partir de uma generalização de todas as minhas experiências.

E isso precisa ficar claro aqui: uma generalização das minhas experiências pessoais.

Hoje, boa parte dos profissionais que observo em mentorias e programas de desenvolvimento, são pessoas que não sabem utilizar ou que não desenvolveram seu pensamento crítico porque a organização a qual elas pertencem, não possui uma cultura preparada para isso.

Se essa cultura não está preparada para profissionais questionadores, as lideranças não fazem o seu papel de entregar questionamentos, muito porque não sabem como fazer.

Existe um preconceito contemporâneo com o incentivo do pensamento crítico. Lideranças e demais cargos de gestão parecem possuir um certo receio de que, se incentivarem o desenvolvimento do pensamento crítico das suas pessoas, estarão formando profissionais “cri-cris”, que questionarão as decisões que vem de cima.

Se não permitimos que as pessoas pensem, formaremos profissionais preparados para o operacional, mas não formaremos profissionais protagonistas.

O pensamento crítico surge e se desenvolve de maneira saudável, quando a cultura organizacional permite um ambiente propício para isso. Sempre falamos isso na ECC, tanto que já se tornou uma opinião recorrente em nosso podcast.

É preciso existir um letramento das lideranças para essa realidade, porque ela permite que as pessoas façam uma auto-avaliação a respeito dos seus entendimentos acerca de ideias, críticas e julgamentos, construindo uma cultura que tem, no pensamento crítico dos colaboradores, o caminho para os resultados.

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