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Por que os líderes precisarão desenvolver uma nova forma de liderar?

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Mesmo antes da crise gerada pela pandemia, discutia-se sobre como seria o trabalho na próxima década e a  importância de preparar as lideranças para as habilidades do futuro. Bem, diante do que estamos vivendo, o  tema ganhou ainda mais relevância, saindo da fala para a necessidade de ações práticas.

O senso de propósito e valores passou a ser o balizador das relações de trabalho e na maneira como as empresas estão gerindo seus  negócios.

A Kellogg, gigante dos cereais, possui um propósito claro: “Nutrir famílias para que elas floresçam e prosperem”. Essa visão de mundo reflete diretamente em suas lideranças e em sua cultura empresarial, humanizando ainda mais seus colaboradores e suas lideranças.

Se o mundo não é mais o mesmo e se as pessoas mudaram, a maneira de liderar precisa ser repensada agora mais do que nunca, certo? Líderes precisarão aprender a liderar com foco nas pessoas.

Bem-vindo à era da Liderança Humanizada.

O ponto de partida para desenvolver a liderança humanizada é compreender que líder não é um “super humano” que vai salvar a empresa, motivar pessoas, resolver problemas, “apagar incêndio”,  entregar resultados e seguir de cabeça erguida. Líder é um ser humano, com qualidades e defeitos como qualquer pessoa. 

Liderar no caos e na incerteza exige uma grande dose de coragem e equilíbrio emocional.

As pessoas estão fragilizadas, com medo e, neste momento, esperam da sua liderança respostas prontas e que muitas vezes ela não possui. Tenha em mente que mais importante que ter todas as respostas é reconhecer que certamente você não terá todas as respostas, pois está operando num contexto extremamente volátil. Porém, não deixe de manter o diálogo constante com sua equipe, mantendo-a atualizada sobre o que está acontecendo na empresa.

As pessoas têm necessidade de orientação, de saber quais são as perspectivas, entender “para onde” estão indo e “por quê” estão indo. Isso tem a ver com senso de propósito e sentido citado anteriormente.

A importância de possuir um objetivo claro

Um estudo da Harvard Business Review, dos EUA, cita que 70% dos colaboradores se sentem mais engajados quando a liderança comunica a estratégia e comunica constantemente, mesmo sem ter todas as respostas.

Habilidades como empatia, confiança e transparência são recursos cruciais para a resgatar a esperança e aumentar o engajamento das equipes. Portanto, serão suas ferramentas mais importantes !

Este é momento para buscar o autoconhecimento e ter clareza acerca de como está sua liderança, qual é o seu papel e responsabilidade daqui para frente. Faça perguntas a si mesmo: Qual o sentido do que faço? Como estou me sentindo? Qual o meu legado? Quais são minhas limitações? Como minha equipe me vê? O que posso tirar de aprendizado de tudo isso?

É preciso aproveitar a crise como oportunidade para crescer. Sim, crises são verdadeiros celeiros de oportunidades para aprendermos. Numa recente pesquisa publicada pela ISE Business School, com 518 gestores, 82% deles relataram que a resiliência tem sido uma das habilidades desenvolvidas durante a crise atual, seguido da flexibilidade com 81% e da confiança citada por 75%.

Por outro lado, para dar certo, essa nova forma de liderar requer uma cultura corporativa adequada, que seja inovadora, flexível, colaborativa, com propósitos alinhados aos interesses dos stakeholders e foco nas pessoas. Aliás, as empresas que não repensarem sua cultura e modelo de negócio para se adequarem a esse mundo pujante em transformação, provavelmente não sobreviverão. 

Portanto, o caminho para uma liderança humanizada precisa de líderes dispostos a embarcarem nessa jornada, assumindo o protagonismo pelo seu autodesenvolvimento e empresas com uma cultura em consonância com este modelo.

E por último mas não mesmo importante: uma liderança humanizada não tem a ver com deixar de entregar resultados e somente focar no lado humano, nenhuma empresa vive sem resultados. Tem a ver com mudar a maneira de pensar para entregar resultados, fazendo com que as pessoas sintam-se parte do negócio.

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