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Inovação e Criatividade: tem diferença?

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É comum ouvirmos algum elogio como “Você é criativo!” ou “que inovador!”, mas você tem claro na sua mente a diferença entre criatividade e inovação? De cara pode parecer desnecessário ler este texto até o final, mas vivemos um mundo que clama por profissionais criativos e inovadores. Ou serão os dois, ou será um só deles. Para que não existam dúvidas, vamos esclarecer.

Criatividade, etimologicamente, vem do latim “creare” que significa “dar existência, sair do nada, construir relações não estabelecidas pelo universo do indivíduo”. Criatividade relaciona-se com nosso potencial de gerar novas ideias. Aqui é preciso atenção, uma vez que ideias apresentam-se de diversas formas: pensamento, verbalizado ou escrito, ou ainda tangibilizadas em formato de objetos, que podemos tocar, sentir, e experimentar.

Alguns autores como John Howkins ainda dividem a criatividade em dois tipos: a de Kroto e a de produto. O primeiro tipo refere-se a nossa realização pessoal, enquanto a segunda refere-se a geração de produtos criativos.

Portanto, a criatividade é algo subjetivo, intangível e difícil de ser quantificada.

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Contudo, a inovação pode ser medida e quantificada. Portanto, inovação é quando a criatividade gera valor. É a implementação de um novo – ou significativamente melhorado – produto ou serviço, um processo de trabalho ou método de marketing, ou ainda um método organizacional nas práticas de negócio, local de trabalho ou relações internas ou externas. A inovação abrange todo o trabalho necessário para viabilizar uma ideia.

Nas palavras de Theodore Levitt: “O que normalmente falta nas organizações não é a criatividade, do ponto de vista de geração de ideias, mas sim a inovação, do ponto de vista de ação e produção, isto é, colocar as ideias para trabalhar.”

Há diferentes formas de classificar a inovação e ressalto aqui duas formas amplamente usadas e difundidas. Em relação ao objeto focal pode ser:  inovação de produto, de processo, de marketing e organizacional. Quanto ao impacto do seu resultado, pode ser classificada como: incremental, radical e disruptiva. Para entender mais essas classificações acesse este link.

Assim, é preciso ressaltar que todos somos criativos. Precisamos exercitar mais a criatividade em nossas vidas. Saia da sua zona de conforto, permita-se experimentar. Para ser inovador, é preciso colocar a criatividade em prática. É preciso arriscar-se, idear, testar, validar e implementar.  
Em outro post abordaremos dicas para levar a criatividade como parte de sua rotina de trabalho.

Publicado originalmente no blog da Escola Caxias Criativa.

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