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Uma reflexão sobre nossa humanidade dentro das organizações

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A nova campanha da globo com a equipe de jornalismo me fez refletir.

Durante os intervalos de programação, o Jornalismo Globo passou a nos convidar a ouvir conversas pessoais entre os jornalistas, que fazem parte do quadro de colaboradores da emissora, com suas famílias por meio de áudios trocados nos aplicativos de mensagens.

Essa campanha é um reflexo da imparcialidade emocional no jornalismo, tema que foi pauta do Papo de Segunda do dia 14 de junho.

É interessante analisarmos o quanto isso também faz sentido no contexto organizacional.

Durante o ano que passou – e ainda agora em 2021 – a palavra “empatia” tomou conta dos discursos e tomou uma nova proporção. Não foram somente os jornalistas que repensaram seus comportamentos frente às (aparentemente infinitas) notícias ruins que assolam nosso país.

“A gente pode ser astronauta, cientista, chef de cozinha, gari, professor, mas a nossa primeira vocação é ser um ser humano. Esse nosso poder de exercer a humanidade só é pleno quando reconhecemos a humanidade no outro”
Emicida (Papo de Segunda | 14 de junho de 2021)

Toda a cadeia organizacional se tornou mais humana, colocando as pessoas em primeiro lugar, porque os resultados, independente de quais sejam, parte das pessoas, não é mesmo?

Por mais que estejamos vivendo a ascensão das máquinas, vendo processos de todos os tipos sendo automatizados para otimização dos resultados, se não tivermos cabeças pensantes sendo humanas por trás desses máquinas, dificilmente elas farão sentido.

As máquinas ainda não possuem sentimentos e nem emoções. Esses dois elementos são extremamente necessários para que consigamos enxergar novas soluções, porque nosso pensamento lógico-racional dificilmente conseguirá nos mostrar o que realmente precisamos.

Recentemente tive um problema familiar com uma pessoa muito próxima. Naquela mesma semana, eu havia marcado de participar de um evento interno de um de nossos clientes, mas a pressão que havia em cima de mim, devido ao problema familiar, não estava me fazendo pensar direito.

Em outros momentos da minha vida, eu provavelmente teria engolido o choro, secado as lágrimas, respirado fundo e dominado o problema no peito, como boa executiva que sou. Só que esses tempos já passaram. Eu já não penso mais assim e não acredito que esse seja o caminho para que possamos evoluir enquanto profissionais.

Assumi minha fragilidade e pedi para que o evento fosse reagendado.

A Jornalista Flávia Oliveira assumindo sua fragilidade ao comentar sobre o Caso Kathlen: “Sei o que é ser uma mãe negra, botar uma filha negra no mundo e lutar pela educação dela. Eu também sou filha de uma mulher negra. Desculpa, mas isso tudo é muito triste”.

A divisão entre vida pessoal e profissional já não faz mais sentido no contexto em que vivemos. Os inúmeros choros escondidos no banheiro devem ser extinguidos, porque se uma pessoa não está bem, é obrigação da organização saber disso e fazer algo a respeito.

Para podermos seguir firmes em direção aos resultados, precisamos assumir nossa humanidade e ajudar as pessoas à nossa volta a também assumirem as suas, porque nas organizações, nós não somos os nossos cargos.

Afinal de contas, somos todos humanos, e é isso que humanos fazem, não é?

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