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Diversidade importa: como empresas devem se preparar para esta pauta

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Diversidade e inclusão tem entrado na pauta das organizações nos últimos anos e mais fortemente nas últimas semanas. Diante das manifestações ocorridas nos EUA por conta da morte do homem negro George Floyd por um policial branco, foram promovidas diversas ações nas mídias sociais em solidariedade a família e também a luta contra o racismo.

Eu como mulher negra, sei o quanto o racismo dói no dia a dia, tanto na esfera pessoal como profissional. Pela minha perspectiva, trabalhando com organizações, vejo o quanto elas estão despreparadas para trazer a diversidade e inclusão. E as que estão preparadas, ganham financeiramente. Segundo a McKinsey, as empresas no quartil superior da diversidade de gênero têm 15% mais chances de ter retornos financeiros acima de suas respectivas medianas da indústria nacional. Os consumidores estão cada vez mais exigentes de causas e comprando de marcas que estão alinhadas com os seus valores.

“Se você não promover a inclusão de maneira deliberada e proativa estará, mesmo que não intencionalmente, promovendo a exclusão.”

Joe Gerstandt, Inclusion Strategist

Pra que as organizações mudem a perspectiva e passem a adotar ações é preciso colocar na agenda para tratar disso de forma propositiva. Não é uma tarefa do dia pra noite e que se resolve em uma hashtag, como #blackouttuesday. Por isso sugiro uma série de ações para ativar iniciar este processo, seja como pequeno empreendedor ou grande organização.

Diversidade é sobre pluralidades de culturas, de linguagens, de etnias,
de gêneros e de condições diferentes das suas. E aí está a riqueza!

Gabriela Oliveira

Algumas delas falei na minha apresentação no TEDx Exposição que está disponível no Youtube.

  1. Ser consciente de que o problema existe: estude, estude e estude! Entender as perspectivas das minorias e minorizados é importante para exercitar a empatia e se tornar consciente das nossas dores. Nosso vocabulário e nossas atitudes ainda carregam muitos preconceitos e palavras negativas com significados inapropriados. Torne-se autocrítico de suas ações. Elas são um grande passo para sua evolução pessoal e também com a relação do mundo.
  2. Ouvir ativamente as minorias e minorizados: siga e converse com pessoas de situações e condições diferentes das suas. A sua bagagem carrega privilégios dos quais você não viveu ou presenciou na sua vida, que fez parte das nossas vidas. Mesmo não sendo portadora de necessidades especiais, ou LGBTQIA+, abro a escuta para entender as dores destas pessoas principalmente para não perpetuar atitudes e também pensar em produtos mais inclusivos, como empreendedora.
  3. Contrate e compre de empreendedores minorizados: fazer o dinheiro circular em outras mãos faz da compra um processo de consumo consciente e também inclusivo. Nas contratações, diversas empresas tem adotado políticas de cotas e processos de seleção que permitam incluir pessoas que não tenham tido privilégios ao longo da vida. Um exemplo clássico é o inglês, requisitado por muitas empresas, mas pouco utilizado no dia a dia e exclui boa parte da população preta e parda do país.
  4. Converse sobre diversidade e inclusão com seus pares: é importante construir pontes, não só conversando com as pessoas que estão sendo invisibilizadas, mas também com quem desconhece dessas realidades e dar luz à isso.
  5. Crie oportunidades ao seu redor: uma das grandes dores de pessoas invisibilizadas é que as oportunidades não são iguais. E de fato não são. Quando olhamos para o número de mulheres em cargos de liderança ou na política, vemos que falta suporte e ações afirmativas para ter representatividade e proporcionalidade nas organizações. Por isso, crie estas oportunidades! As empresas mais lucrativas do mundo, como Google, Microsoft, e tantas outras, possuem programas de desenvolvimento e criam metas reais para desenvolver a pluralidade nas equipes, seja com grupos de afinidades, com programas de contratação mais inclusivos.

Isso são algumas das ações que você pode tomar enquanto empresa, mas dentre essas várias outras ações podem ser tomadas. Este é o começo. Como comentei no TEDx, empatia é um exercício diário, ela não acaba no momento que você acha que o preconceito morreu com você. O preconceito jamais vai morrer com você, porque todo dia, eu, você, todos nós estamos aprendendo algo novo. Então torne-se aprendiz, hoje!

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